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A UFGD (A Universidade Federal da Grande Dourados) se manifestou publicamente sobre a denúncia de importunação sexual envolvendo estudantes de medicina ocorrida na noite dessa segunda-feira (9). Em nota, a reitoria expressou repúdio a todas as formas de violência contra as mulheres e disse que está adotando medidas para apurar e responsabilizar os envolvidos.
A instituição informa que já está adotando os procedimentos de apuração e responsabilização no âmbito da Corregedoria da universidade, acompanhará o caso em contato com a Polícia Civil.
Além disso, segundo a reitoria, a UFGD e prestará todo o apoio necessário para a apuração dos fatos, fornecendo as informações e documentos que forem demandados pelas autoridades competentes.
Internamente, a Universidade está adotando as providências cabíveis para garantir o acolhimento adequado às vítimas e assegurar que medidas disciplinares e administrativas sejam tomadas, conforme os regulamentos institucionais e a legislação vigente.
Entenda a denúncia
As acadêmicas do 2º semestre do curso de medicina, relataram a polícia, que foram informadas pela professora que a prova de neuroanatomia seria aplicada em sua casa nessa segunda-feira (9).
Ao chegarem no local, um condomínio de luxo tradicional da cidade, foram recebidas por um idoso vestindo apenas cueca. Em seguida, a professora apareceu e pediu para que entrassem.
Enquanto aguardavam o início da prova, um homem, identificado como filho da professora e com idade entre 25 e 30 anos, teria abraçado e beijado as alunas, inclusive beijando a boca de uma delas.
As alunas afirmam que a professora não impediu a ação. Uma das acadêmicas relatou ter dito que tinha namorado, mas o indivíduo continuou a assediá-las.
A professora, então, teria dito: “tira esse merda daqui” e pedido desculpas, explicando que seu filho tem TEA (Transtorno do Espectro Autista).
‘Abaladas e constrangidas’
As alunas realizaram a prova, mas relataram que se sentiram abaladas e constrangidas com a situação. Após a correção, a professora teria dito: “quem não gostou da nota pode voltar aqui em casa, estudem e voltem”.
As acadêmicas afirmam que souberam que a professora já havia sido proibida de aplicar avaliações em sua residência, mas não questionaram por medo de represálias.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) como importunação sexual.
Confira a nota da UFGD na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO – DENÚNCIA DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL
“A Reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) vem a público manifestar seu repúdio a todas as formas de violência contra as mulheres, especialmente diante da denúncia de importunação sexual envolvendo estudantes de Medicina na noite do dia 9 de junho de 2025.
A UFGD já está adotando os procedimentos de apuração e responsabilização no âmbito da Corregedoria da universidade, acompanhará o caso em contato com a Polícia Civil e prestará todo o apoio necessário para a apuração dos fatos, fornecendo as informações e documentos que forem demandados pelas autoridades competentes.
Internamente, a Universidade está adotando as providências cabíveis para garantir o acolhimento adequado às vítimas e assegurar que medidas disciplinares e administrativas sejam tomadas, conforme os regulamentos institucionais e a legislação vigente.
Reiteramos nosso compromisso com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, respeitoso e livre de qualquer tipo de violência ou assédio. A UFGD seguirá trabalhando para fortalecer políticas de enfrentamento à violência de gênero e para promover a conscientização de toda a comunidade universitária.
Mais informações serão divulgadas conforme o andamento das investigações.”
Reitoria da UFGD
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