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O saldo das carteiras e as concessões de crédito voltaram a acelerar em janeiro, apesar da manutenção dos juros básicos nos níveis mais altos em 20 anos, mas há preocupação com o aumento da inadimplência, uma vez que o crescimento está se dando em linhas de maior risco, mostra pesquisa da Federal Brasileira dos Bancos (Febraban).
O ritmo das concessões em 12 meses voltou a aumentar, após nove meses em desaceleração, revela o levantamento, que reúne dados dos principais bancos do país e sai um dia antes da Nota de Crédito do Banco Central.
Segundo o levantamento, a carteira de crédito total dos bancos deve fechar janeiro com crescimento de 0,2% no mês, já sem efeitos sazonais, mas mantendo a expansão anual de dois dígitos, em 10,4%, acima dos 10,2% de dezembro.
Viva do lucro de grandes empresas O crescimento foi puxado pelo crédito para as famílias, com aumento de 0,9% no mês e de 11,2% em 12 meses, enquanto o voltado para as empresas recuou 1,1% no mês, embora tenha crescido 9,0% na base anual.
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O crédito para as famílias foi puxado pelo segmento livre, que avançou 1% em janeiro, com destaque para as linhas rotativas, de menor prazo e maior custo, usadas para honrar os compromissos de início de ano como IPTU e IPVA, e que compensaram a queda no saldo do cartão de crédito à vista.
Mesmo assim, o crescimento da carteira livre das famílias apresentará desaceleração em 12 meses, para 12,8%, ante 13,2% até dezembro, apesar de continuar acima de dois dígitos. Os recursos direcionados, como crédito rural ou imobiliário, para as famílias cresceram 0,8% no mês, com renegociações do crédito rural e maior dinamismo no crédito habitacional.
Mas o saldo direcionado desacelerou no acumulado em 12 meses, de 9,4% em dezembro para 9,6% em janeiro.
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Já no crédito para empresas, a queda de 1,1% no mês deve ser puxada pelos recursos livres, que normalmente diminuem no início do ano pela menor atividade econômica, e devem cair 2,3% no mês. Mas a baixa dos recursos livres no mês vai ser menor que a de 3,2% de janeiro do ano passado.
Com isso, o crédito livre para empresas acumulará em 12 meses alta de 3,3%, acima dos 2,3% de dezembro, reforçando a aceleração dos empréstimos. Já a carteira de crédito direcionado deve crescer 0,8% no mês, puxado pelas linhas governamentais para pequenas e médias empresas, e mantendo o ritmo forte de aceleração em 12 meses, de 18,7%, ante 18,4% até dezembro.
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A pesquisa aponta que o ritmo de expansão do crédito segue elevado, apesar da política monetária em nível bastante contracionista, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.
O crescimento da carteira total tem se mantido no patamar de dois dígitos, sustentado pelos programas governamentais e do crédito para empresas direcionado, e linhas voltadas ao consumo para as famílias, na categoria livre, afirma Sardenberg. “O ponto de atenção se mantém com a composição da carteira, que aparentemente segue impulsionada por linhas de maior risco no caso das famílias, o que naturalmente leva a uma preocupação com o comportamento da inadimplência”, diz o diretor.
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Já as novas concessões de crédito devem apresentar queda de 11,2% em janeiro em relação a dezembro, considerando a média por dia útil, mas com um crescimento de 18,6% sobre o mesmo mês do ano passado, reforçando os sinais de avanço nos empréstimos.
A alta é liderada pelos recursos direcionados às empresas pelos programas governamentais e com recursos do BNDES. A Febraban acredita que as concessões das principais linhas devem seguir em crescimento na comparação com os mesmos meses do ano passado, com exceção do crédito rural, que ainda sofre pelo aumento da inadimplência do setor. Em 12 meses, o ritmo das concessões voltou a acelerar, revertendo uma sequência de nove meses em desaceleração, passando de 9,1% em dezembro para 9,3% em janeiro, puxado tanto pelas carteiras de pessoas físicas quanto jurídicas.
Mais linhas rotativas
Queda menor no crédito livre para empresas
Governo e famílias sustentam crédito
Novas concessões aceleram sobre 2025
Primeira alta em 9 meses
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