Conecte-se Conosco

Nacional

Colômbia acusa Equador de tentativa de interferência eleitoral no país

Publicado

em

colombia-acusa-equador-de-tentativa-de-interferencia-eleitoral-no-pais

O governo da Colômbia acusou neste sábado o presidente do Equador, Daniel Noboa, de interferir na eleição presidencial colombiana ao vincular a eliminação de tarifas sobre produtos colombianos a entendimentos políticos com um candidato da oposição. A manifestação ocorre na véspera da votação que escolherá o sucessor do presidente Gustavo Petro, marcada para este domingo, 31.

Em comunicado, Bogotá afirmou que a decisão equatoriana de revogar, a partir de 1º de junho, as tarifas impostas ao comércio bilateral não representa um gesto voluntário de Quito, mas o cumprimento de determinações da Comunidade Andina de Nações (CAN), que ordenou a eliminação das barreiras comerciais adotadas pelos dois países.

Leia também: Confronto entre dissidências das Farc deixa 52 mortos na Colômbia

Na sexta-feira, 29, Noboa anunciou no X a retirada da chamada taxa de segurança sobre importações colombianas após uma conversa com o candidato oposicionista Abelardo de la Espriella, um dos favoritos nas pesquisas. O presidente equatoriano afirmou que ambos compartilham a intenção de fortalecer a cooperação contra o narcoterrorismo. Noboa, que mantém uma relação tensa com Petro, não esclareceu se manteria a mesma disposição em caso de vitória do candidato governista, Iván Cepeda.

Publicidade

Segundo o governo colombiano, apresentar a revogação das tarifas como uma medida de boa vontade “desfigura seu fundamento jurídico e institucional” e ignora que a decisão decorre de obrigações internacionais. Bogotá também ressaltou que organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertaram o Equador sobre os impactos negativos das restrições comerciais para a atividade econômica, a competitividade e as comunidades de fronteira.

Leia também: Colômbia: aliado de candidato à presidência e assessor são assassinados a tiros

Continua depois da publicidade

Em um dos trechos mais duros do comunicado, a Colômbia classificou a atitude de Noboa como uma “flagrante violação do princípio de não intervenção nos assuntos internos” e uma ameaça à soberania nacional e ao sistema democrático. O governo afirmou ainda que decisões comerciais com impacto sobre trabalhadores, empresas e populações fronteiriças devem ser guiadas exclusivamente por critérios técnicos, jurídicos e institucionais, e não por considerações político-eleitorais.

Publicidade

Apesar das críticas, Bogotá reiterou que também revogará as medidas retaliatórias adotadas contra o Equador, incluindo tarifas sobre produtos equatorianos, para restabelecer a simetria nas relações econômicas bilaterais. A disputa comercial começou em janeiro, quando Quito impôs sobretaxas que chegaram a 100% sobre importações colombianas, desencadeando uma guerra comercial entre os dois países andinos.

Leia também: Eleição na Colômbia deve ter outra vez 2º turno polarizado entre esquerda e direita

H. Eduardo Pessoa é Jornalista com DRT e Desenvolvedor Front-End de diversos Portais de Notícias como este, destinados à Empreendedores, Jornalistas e Pequenas e Médias Empresas. Experiência de mais de 12 mil notícias publicadas e nota máxima de satisfação no Google e Facebook, com mais de 100 avaliações de clientes. Faça seu Portal conosco.

Publicidade
Publicidade

Política