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O Itaú BBA cortou o preço-alvo para as ações do Banco do Brasil (BBAS3) de R$ 29 para R$ 25 por ação, diante de uma visão mais cautelosa para os próximos trimestres e redução das estimativas. No entanto, a instituição manteve a recomendação neutra para o papel. Desde a divulgação do balanço do primeiro trimestre, os papéis acumulam queda de quase 25%.
As estimativas de lucro para 2025 e 2026 foram cortadas em 33% e 24%, respectivamente, agora projetando R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões de lucro, com ROE (retorno sobre patrimônio líquido) de 12,8% e 14,5%.
Saiba mais: Gestora vê riscos crescentes no BB (BBAS3) com inadimplência no agronegócio
BBAS3 é oportunidade ou armadilha de valor? Analistas revisam projeções após 1T ruim O relatório incorporou cerca de R$ 24 bilhões adicionais em provisões, diante do aumento do risco de inadimplência, especialmente no segmento agro.
A instituição também revisou a expectativa de distribuição de dividendos, trabalhando agora com payout (dividendo em relação ao lucro) de cerca de 30% (yield de 6%), abaixo da faixa de 40 e 45% indicada pela companhia, diante da pressão sobre a rentabilidade.
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Embora o valuation aparente estar descontado — sendo negociado a 0,6 vez o valor patrimonial estimado para 2025 ou 5 vezes o lucro —, a incerteza e os lucros fracos devem limitar qualquer reprecificação no curto prazo. O segmento agro representa aproximadamente 1/3 da carteira de crédito do Banco do Brasil, somando cerca de R$ 400 bilhões. Historicamente bem-comportado, esse portfólio passou a surpreender negativamente nos últimos trimestres. O Itaú BBA conclui que não haverá solução rápida ou fácil para os desafios atuais, que combinam fatores econômicos e comportamentais.
Hoje, há mais facilidades para que produtores entrem com pedidos de recuperação judicial, e o histórico recente de renegociações e prorrogações pode ter criado um risco moral. Além disso, os agricultores contam com um número maior de alternativas de financiamento fora do BB. Apesar das boas condições da colheita, a disposição para pagamento diminuiu, o que deve exigir um ajuste nos modelos de perda esperada.
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O BBA estima que, até 2026, o segmento agro precisará de provisões adicionais equivalentes a cerca de 3% a 8% da carteira agro, o que deve pesar sobre os lucros futuros. Vale lembrar que o agro foi um dos principais motores de crescimento do BB entre 2021 e 2024, com CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 15% no período, especialmente entre produtores médios e grandes. A expansão ocorreu principalmente para capital de giro e investimentos, sem mudanças significativas no mix de produtos — com milho e soja crescendo levemente acima da média, acompanhando o setor. Analistas ressaltaram que os problemas de crédito do BB não se limitam ao agronegócio, que talvez tenha sido a maior surpresa negativa, e que deterioração da qualidade de crédito do banco também está ocorrendo em outras carteiras.
Os analistas estimam que, juntamente com o agro, os índices de inadimplência de pessoas física e jurídica continuem em tendência de alta, antes de cair no final do próximo ano.
Crédito Agro
Piora fora do Agro
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