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O programa econômico que Donald Trump deve implementar a partir do próximo dia 20, quando assume novamente o comando da Casa Branca, será “muito positivo para Bolsa dos EUA”, mas as “as notícias não são boas para os emergentes”, já que a mistura de políticas do republicano “é a pior possível” para os não desenvolvidos, como o Brasil.
As conclusões são de Paulo Leme, chairman do Comitê Global de Alocação da XP Advisory, no Onde Investir 2025, evento online promovido pelo InfoMoney ao longo desta semana.
O presidente eleito vem prometendo impor diversas tarifas sobre importações, principalmente de produtos vindos da China – com impostos de até 65% –, Canadá e México. No painel, a perspectiva também rendeu críticas de Artur Wichmann, CIO da XP e presidente do Comitê de Alocação da XP Advisory Brasil, à equipe econômica de Trump: “parece que o pessoal não leu nem duas páginas dos livros de economia; as tarifas podem ter impacto sobre o câmbio e a apreciação do dólar pode negar parte importante daquilo que você acredita que seja o benefício do trade”.
Leme ainda considerou a ideia de fechar as fronteiras para imigração “uma loucura total” quando combinada às tarifas: “o futuro fiscal e o crescimento dos EUA estão intimamente ligados à imigração. Sem ela, a conta não fecha”.
No entanto, o economista ponderou que o comportamento imprevisível de Donald Trump pode fazer com que o republicano não seja tão agressivo ao longo do novo mandato. “Talvez recuem nas promessas mais assustadoras e possamos nos beneficiar das coisas positivas”, diz.
A mistura de corte de impostos, combate à imigração e mais taxas de importação “é a pior possível” para os países emergentes, como o Brasil, segundo Leme. Ele explica que esses países perdem espaço para corte de juros, sofrem com fuga de recursos indo para a Bolsa dos EUA e as tarifas podem desacelerar economias intensivas em exportações, como a brasileira.
Nas últimas semanas, o republicano vem demonstrado interesse em assumir o controle da Groenlândia. Paulo Leme vê nas falas do político a intenção de gerar ruído e desestabilizar adversários para, então, entrar em uma negociação rápida e alcançar seus objetivos. Segundo o economista, esse tipo de abordagem faz com que o investidor precise de uma parcela de proteção na carteira caso “consequências sérias” aconteçam.
Isto explica por que a renda fixa não é a classe preferida de Leme para investir no governo Trump, mas ter títulos do Tesouro americano na carteira pode ser prudente.
Para ele, as ações serão as grandes vencedoras nos próximos anos. Nesse tema, as empresas de tecnologia, que vêm puxando a valorização dos índices americanos, entram em destaque com o valuation em foco: as big tech estão caras ou ainda vale a pena comprar?
“Se você quer investir nas Magnificent 7 (ou 7 Magníficas), boa sorte”, diz Wichmann. “Elas terão um retorno bom num horizonte de cinco anos, mas com bastante volatilidade”, alerta. O grupo das Mag-7 é formado por Alphabet (dona do Google), Amazon, Apple, Meta Platforms, Microsoft, Nvidia e Tesla
O CIO da XP destaca que essas empresas contrataram um investimento de US$ 250 bilhões para 2025 e o mercado deve esperar pelo menos 18 meses ver sinais de retorno desse capital e, com base nisto, avaliar se setor está caro.
Como investir no governo Trump?
H. Eduardo Pessoa é Jornalista com DRT e Desenvolvedor Front-End de diversos Portais de Notícias como este, destinados à Empreendedores, Jornalistas e Pequenas e Médias Empresas. Experiência de mais de 12 mil notícias publicadas e nota máxima de satisfação no Google e Facebook, com mais de 100 avaliações de clientes. Faça seu Portal conosco.



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