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2 anos atrásem
Vereador do PSDB pediu licença não remunerada para tratar ‘assuntos particulares’ após deixar a prisão
Gabriel Maymone, Beatriz Magalhães – 27/08/2024 – 12:16
Campo Grande
Claudinho Serra pediu afastamento da Câmara de Campo Grande após operações. (Reprodução, Câmara Municipal)
Afastado do mandato de vereador por pedir ‘licença’ não remunerada para ‘tratar de assuntos particulares’ após se tornar réu por chefiar esquema de corrupção, Claudinho Serra (PSDB) deve tomar uma decisão nas próximas semanas.
É que no dia 12 de setembro vence o prazo para a licença. As informações foram confirmadas pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB).
Então, o tucano apontado por comandar esquema de fraudes tem dois caminhos para seguir: reassumir o mandato – até o fim do ano, já que não está concorrendo à reeleição – ou renunciar. Isso porque Carlão afirmou que não é possível renovar a licença.
“Eu pedi para o jurídico [da Câmara] conversar. Eles vão falar com ele para ver se ele volta ou não”, detalhou Carlão.
Sobre o possível retorno de Claudinho prejudicar a campanha de Beto Pereira, Carlão, que é aliado do PSDB nestas eleições, avalia que não vai interferir. “Não tem essa avaliação, não tem essa leitura porque não mexe com o negócio de pesquisa. O mandato dele aqui é uma coisa, né, e a política dele lá fora é outra”, pontuou.
Após ficar 23 dias preso – entre 3 e 26 de abril – e sair da cadeia com tornozeleira eletrônica, Claudinho Serra chegou a apresentar atestado médico alegando ‘abalo psicológico’. Assim, ficou afastado recebendo remuneração de vereador pelo períoido de 15 dias.
Depois, no dia 14 de maio, apresentou pedido de afastamento sem remuneração pelo período de 120 dias (4 meses), que termina no próximo dia 12 de setembro. O vereador tucano justificou que iria tratar assuntos de ‘interesse particular’ no período.
Claudinho Serra (PSDB) não vai tentar reeleição. Ele é réu em ação penal sob acusação de chefiar esquema de corrupção em Sidrolândia – a 73 km de Campo Grande -, cuja prefeita é sua sogra Vanda Camilo (PP), que tenta a reeleição.
O prazo para registrar candidatura terminou na última quinta-feira (15), sem o envio do registro de Claudinho Serra. Logo, ele não concorrerá.
Tratado como pupilo de lideranças tucanas nas últimas eleições, Claudinho havia conquistado apenas 3.616 votos, ficando só com a 2ª suplência do PSDB. Só assumiu uma cadeira após manobras do partido.
Saiba mais – Chapa ‘inflada’ do PSDB para vereador em Campo Grande preocupou investigados por corrupção, revela Gaeco
Primeiro, com o titular do mandato, João Cesar Mattogrosso, assumindo cargo no governo do Estado. Assim, o 1º suplente, Ademir Santana, foi chamado. Depois, o vereador João Rocha assumiu também um cargo no governo. Então, Claudinho assumiu como suplente em maio de 2023.
Por fim, conseguiu o mandato em definitivo quando Ademir Santana renunciou ao cargo alegando que deixava a vaga para a qual foi eleito para se dedicar à campanha eleitoral do PSDB. Ademir renunciou e entregou a vaga para Claudinho um mês antes da deflagração da Operação Tromper.
O parlamentar é ex-secretário de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica de Sidrolândia e genro da prefeita Vanda Camilo. Está implicado nas investigações da 3ª fase da Operação Tromper, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Claudinho Serra e outros 21 viraram réus, em 19 de abril, após o juiz da Vara Criminal da comarca de Sidrolândia, Fernando Moreira Freitas da Silva, aceitar a denúncia apresentada pelo MPMS.
O vereador é acusado de chefiar um suposto esquema de corrupção e de fraudes a licitações enquanto era o chefe da Secretaria de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica de Sidrolândia, durante a gestão da sogra, a prefeita Vanda Camilo (PP).
Investigações do Gecoc e delação premiada do ex-servidor Tiago Basso da Silva apontam supostas fraudes em diferentes setores da Prefeitura de Sidrolândia, como no Cemitério Municipal, na Fundação Indígena, abastecimento da frota de veículos e repasses para Serra feitos por empresários. Os valores variaram de 10% a 30% do valor do contrato, a depender do tipo de “mesada”.
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