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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmou nesta sexta-feira (13) que outros membros da família Bolsonaro também vão disputar cargos nas eleições deste ano.
Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o senador destacou que os principais nomes da família vão disputar cargos legislativos em diferentes estados, com exceção do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que perdeu o mandato após sair do Brasil.
“Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa. Carlos é pré-candidato a senador em Santa Catarina, o Renan é pré-candidato a deputado federal também pelo estado e o Eduardo está exilado lá fora”, destacou.
A indicação de Carlos ao Senado por Santa Catarina representa uma mudança de domicílio eleitoral estratégica. O segundo filho de Jair atualmente é vereador pela cidade do Rio de Janeiro, mas disputar uma cadeira na Casa alta pelo estado seria um desafio, uma vez que outros nomes já se consolidam na disputa.
Por outro lado, Santa Catarina representa hoje uma das maiores zonas de influência do bolsonarismo no país, o que facilitará a disputa para os irmãos. em 2024, Jair Renan foi eleito vereador em Balneário Camboriú como o mais votado do município.
Dados do TRE-SC mostram que Bolsonaro obteve 75,9% dos votos no segundo turno de 2018 e 69,3% em 2022, desempenho que consolidou o estado como um dos seus principais redutos eleitorais.
A entrada de Carlos no xadrez eleitoral catarinense, no entanto, causou desconforto no diretório estadual do Partido Liberal. Antes de sua chegada a deputada federal Caroline de Toni era tratada como o nome da “chapa pura” do PL, enquanto o senador Esperidião Amin (PP) integraria a composição via coligação.
Para críticos, a escolha de Jair Bolsonaro prioriza o vínculo familiar em detrimento de um acordo político mais amplo no estado.
Com a mudança de cenário, De Toni ficou sem espaço dentro do partido e ventila, desde então, sair da sigla para disputar a cadeira contra o PL.
Sobre Michelle Bolsonaro, Flávio se limitou a dizer que “ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora pelo Distrito Federal”. A citação vaga ocorre em um momento que a mídia destaca disputas internas na família e uma incerteza sobre o futuro político da ex-primeira-dama, que atua como uma das lideranças do PL Mulher. Desde a prisão de Jair Bolsonaro, Michelle tem atuado diretamente em nome da família, em alguns momentos atropelando os filhos do ex-presidente. Em dezembro, a ex-primeira-dama teceu críticas à aproximação do PL com Ciro Gomes.
A crítica respingou também no presidente do diretório cearense do partido, André Fernandes, que prontamente rebateu que “se houve uma aliança precipitada, foi uma aliança precipitada do próprio marido dela”.
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À época, Flávio reagiu negativamente à postura de Michelle, afirmando que seu posicionamento foi “autoritário e constrangedor”. Em janeiro, a articulação da líder do PL Mulher no Supremo Tribunal Federal em torno do pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro aprofundou o distanciamento com os filhos do ex-presidente.
Interlocutores ouvidos pelo O Globo relataram que a ex-primeira-dama vê na hipótese de Bolsonaro ir para casa uma chance de reabrir o debate eleitoral, hoje nas mãos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e recolocar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no radar como alternativa. À época, Michelle foi procurada pelo jornal sobre o tema, mas optou por não comentar.
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Racha em Santa Catarina
Destino de Michelle é incerto
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