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A violência doméstica não termina quando cessam os golpes ou os gritos. As marcas persistem — no corpo, na mente, nas relações. Segundo artigo publicado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), mulheres vítimas de violência são quase quatro vezes mais suscetíveis à depressão.
O estudo “Desigualdades de gênero na vitimização por violência e depressão no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019”, assinado por pesquisadores do IEPS, investiga a relação entre episódios de violência e sintomas de depressão.
Foram analisadas mais de 88 mil entrevistas. Entre as mulheres, 19,4% relataram ter vivenciado ao menos um episódio de violência nos 12 meses anteriores. Dessas, 15% apresentaram sintomas de depressão. Estima-se que uma em cada três vítimas desenvolve a doença. O risco sobe para mulheres negras, jovens e de baixa renda — um alerta sobre como as desigualdades se somam à dor.
De acordo com a pesquisa do IEPS, o fato de os atos violentos serem cometidos por pessoas próximas é um dos principais fatores de risco para o aparecimento da depressão. A premissa se confirma no caso relatado no último episódio da websérie “Vozes por Socorro”, lançada pelo Metrópoles em parceria com o Magalu.
Em quatro episódios, mulheres que viveram diferentes formas de violência compartilham as histórias e mostram a importância do acesso à informação e da denúncia como instrumento de proteção e ruptura com o ciclo de violência.
No quarto episódio, a entrevistada relata ter sido agredida sexualmente pelo próprio pai desde os 9 anos. Os abusos só tiveram fim quando ela conseguiu denunciá-lo, aos 16.
Ao longo da infância, a jovem também presenciou o sofrimento da mãe em um relacionamento abusivo — vivência que agravou os traumas e desencadeou um quadro de depressão e ansiedade. “Eu não entendia. Foi quando cresci e me tornei uma mulher que percebi o quanto aquilo era abusivo e tóxico”, conta.
Ferramentas como o Violentômetro ajudam a reconhecer esses sinais. Criado no México e adotado por diversos países, inclusive o Brasil, o instrumento educativo expõe a escalada da violência contra a mulher — das piadas e do controle excessivo à agressão física e, nos casos mais graves, o feminicídio.
“Quando eu fui dar o meu depoimento detalhado para o inquérito, [os policiais] foram muito solícitos, recebi toda a ajuda e a proteção da Maria da Penha. Então, ele [o agressor] não pode se aproximar da gente”, ressalta.
(Informações Metrópoles)
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