Por: Rozembergue Marques Silva
30/08/2025
Bem que o Eita cantou a bola: a promessa do ex-prefeito Alan Guedes de que a reforma do teatro municipal, interditado há mais de 2 anos, era pura “fumaça”, conversa para eleitor desavisado ver. Resultado de uma das primeiras Parcerias Público Privadas (PPPs) firmadas pela Prefeitura e inaugurado em abril de 1998 ao som da Orquestra Sinfônica do Paraguai, com a presença do então presidente do país vizinho , Juan Carlos Wasmosy, do governador do estado na época, Wilson Martins e o auditório com capacidade para 420 pessoas lotado, o Teatro Municipal de Dourados é um exemplo de que a cultura, embora figure sempre como prioridade nas campanhas eleitorais, na gestão o vitorioso (a) acaba por deixar o setor no que em futebol seria “de escanteio”.
Resultado de uma das primeiras Parcerias Público Privadas (PPPs) firmadas pela Prefeitura e inaugurado em abril de 1998 ao som da Orquestra Sinfônica do Paraguai, com a presença do então presidente do país vizinho , Juan Carlos Wasmosy, do governador do estado na época, Wilson Martins e o auditório com capacidade para 420 pessoas lotado, o Teatro Municipal de Dourados é um exemplo de que a cultura, embora figure sempre como prioridade nas campanhas eleitorais, na gestão o vitorioso (a) acaba por deixar o setor no que em futebol seria “de escanteio”.
Em tempo 😮 pai da secretária municipal da cultura Gisela Melo, em cuja estrutura o teatro tem seu DNA- A PPP que resultou na construção do teatro foi uma engenhosa ideia levada a cabo pelo ex-prefeito Braz Melo e o grupo controlador do Shoping Avenida Center.A sugestão inclusive foi feita pelo Grupo, que é do Paraná e já tinha feito parcerias do tipo com prefeituras de lá. A prefeitura tinha o terreno e a construção de um espaço para apresentações artísticas era um clamor tanto dos produtores culturais como da cidade em geral.
Feito este breve resgate histórico, cumpre lembrar que para desespero dos produtores culturais de todas as áreas desde a sua inauguração o prédio não recebeu sequer um “tratamento cosmético”, como pintura externa e interna.
Para se chegar à estimada cifra de 2 milhões para ser executada a necessária reforma, sem a qual em breve pode ficar totalmente sem condições de uso devido ao desgaste de todas as estruturas: acústica, iluminação, hidráulica, elétrica, piso, forro, assentos e pintura, dentre outros inúmeros problemas, é preciso que o prefeito Marçal Filho pare um pouco de brincar de jardineiro e comece a enfrentar os problemas cruciais e estruturais da cidade.
No auge da sua demagogia e em plena campanha eleitoral o ex –prefeito Alan anunciou que a reforma do teatro seria incluída no pacote de obras a serem executadas com recursos de um empréstimo que será buscado junto ao Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata) no valor de até 40 milhões de dólares com garantia da União para aplicação no “Programa de Desenvolvimento de Dourados – Desenvolve Dourados”.
Uma luz para essa pendenga de recursos veio, à época , do próprio ex-prefeito Braz, que como já dissemos, é pai da secetária municipal de cultura Gisela Melo.A iniciativa de se ancorar nos recursos do FONPLATA é louvável, mas segundo Braz ponderou à época enquanto esse projeto não sai do papel seria de bom tom que se buscasse outras alternativas para obtenção dos recursos necessários para a reforma. “Claro que torço para que o prefeito (referindo-se ao ex-prefeito Alan Guedes) tenha sucesso e vença a burocracia no mais breve tempo possível, mas temos que lembrar que por ser uma quantia vultosa e ter a União como fiadora o processo terá que passar pela Comissão de Relações Exteriores do Senado e outras instancias e isso pode levar até dois anos e meio”, ponderou o ex-prefeito, que apresentou alternativas que, a seu ver, podem viabilizar com mais rapidez os recursos para a reforma.
“Temos os recursos do Fundo gerado pelas multas aplicadas pelo Procon e de outros Fundos cuja aplicação não tem destinação obrigatória como o Fundeb. Temos as emendas parlamentares estaduais e federais, individuais ou de bancada. E temos ainda o duodécimo da Câmara Municipal, que via de regra é devolvido para a Prefeitura”, elencou. “Acredito que precisamos de uma força-tarefa para devolver esse patrimônio cultural à população, com condições de uso e o mais breve possível”, conclamou Braz Melo. Essa é, também, a expectativa dos produtores culturais da cidade.
Com o Teatro Municipal fechado para o público devido ao desgaste das estruturas (acústica, iluminação, hidráulica, elétrica, piso, forro, assentos e pintura, dentre outros inúmeros problemas) produtores de arte estão improvisando espaços para realizarem apresentações e os espetáculos tiveram que ser realizados em espaços locados e improvisados. A interdição traz outro “efeito colateral”: Com o único espaço adequado fechado à realização de festivais de dança, teatro, eventos corporativos, grandes palestras Dourados deixa de ser rota de eventos que necessitam de uma estrutura como a do teatro.
Mais do que nunca, cabe o convite a Marçal Filho: Tira o pé do chão, prefeito!!!!
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