Publicado
10 meses atrásem

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta sexta-feira (15) a repactuação dos acordos de leniência firmados com empresas envolvidas com pagamento de propinas investigadas pela Operação Lava Jato.
Os novos termos dos acordos foram enviados ao Supremo pelo governo em setembro, após longa negociação, e chegaram a entrar na pauta do plenário virtual nesta sexta-feira (15) para julgamento colegiado, mas a análise acabou interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A repactuação ainda deve ser referendada pelos demais ministros do Supremo, depois da devolução de vista, mas enquanto isso vale a decisão monocrática de Mendonça, que confere validade à renegociação das leniências.
A nova negociação das leniências ocorreu após Psol, PCdoB e Solidariedade terem acionado o Supremo para pedir a anulação de todos os acordos firmados com a participação da hoje extinta força tarefa da Lava Jato.
São beneficiados pela repactuação as empresas:
O acordo fechado agora prevê, por exemplo o afastamento de multas e juros previstos pelo descumprimento dos acordos anteriores e o abatimento dos valores que já foram pagos em outros processos administrativos e judiciais.
Também, as empresas podem abater até metade da dívida restante usando créditos fiscais provenientes de prejuízos no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Mendonça fez questão de destacar em sua decisão, contudo, que “não foi concedida redução ou desconto quanto ao débito principal”, mas somente em relação às multas e juros. A dívida principal restante deve ser paga com correção monetária pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O ministro destacou que, em relação à dívida principal, houve somente readequação do cronograma de pagamentos, diante da realidade financeira das empresas.
“Com tal medida, pois, preservam-se os acordos, viabilizando-se o seu adimplemento, ainda que diferido no tempo, sem concessão de desconto às empresas”, escreveu Mendonça.
O valor atualizado da dívida das companhias com o governo é R$ 11,8 bilhões, segundo cálculos da CGU.
Pelos acordos de leniência, as empresas concordam em ressarcir o erário e colaborar com investigações. Em troca, podem continuar a firmar contratos com a administração pública.
Diversas empresas dos ramos de petróleo, gás, tecnologia e construção civil fecharam acordos de leniência com o governo, durante o auge das investigações da Lava Jato. Anos depois, contudo, algumas dessas companhias alegaram não ter como honrar os pagamentos. Parte delas encontra-se em recuperação judicial.
O Jornal Eita! acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais fatos de Dourados e região, além dos destaques nacionais e da mídia. E-mail para Contato: eitajornal01@gmail.com Telefone para Contato: (67) 9 8152 - 9853



STF mantém condenações dos cinco acusados pela morte de Marielle


Plataformas passam a exigir autorização para remunerar menores


Polícia confronta indígenas que buscam retomar território no MS


MPF pede que Colégio Militar do Rio suspenda concurso para professor


Projeto dispensa licitação para medicamentos produzidos pela Hemobrás


Ministro rebate oposição: trabalhador paga hoje menos impostos no país








A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que dispensa a exigência de licitação para o...


Em embate com a oposição na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira (17), que...


O Plenário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) aprovou nesta quarta-feira (17), por unanimidade, a prestação de...


© Rovena Rosa/Agência Brasil O senado federal aprovou na tarde desta quarta-feira (17) o Projeto de Lei nº 4.088/2023 que...


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para redução das desigualdades no...


O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que debateu o projeto de combate à misoginia aprovou nesta terça-feira (16)...

Você precisa estar logado para postar um comentário Entrar