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A medalhista paralímpica Jardênia Félix estabeleceu nesta sexta-feira (18), em São Paulo, a melhor marca do salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual) em 2025. A potiguar, de 21 anos, atingiu 5,94 metros (m) durante o Desafio Brasil de Atletismo, que ocorreu no Centro de Treinamento Paralímpico e reuniu 125 atletas paralímpicos e 191 olímpicos.
A competição realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) foi a última oportunidade para os atletas paralímpicos buscarem índices para o Mundial da modalidade entre 26 de setembro e 5 de outubro em Nova Déli, na Índia. Mesmo quem atingiu a marca mínima terá de aguardar a convocação oficial, ainda sem data definida.
O Brasil terá uma delegação de 50 representantes na capital indiana. Os atletas que foram medalhistas de ouro na Paralimpíada de Paris, na França, em 2024, têm vaga assegurada no Mundial.
A marca de Jardênia ainda está abaixo do índice A (principal) estabelecido pelo CPB para a prova, de 6,05 m. A marca é 0,02 m superior ao recorde paralímpico da classe, atingido pela polonesa Karolina Kucharczyk nos Jogos de Tóquio, no Japão, em 2021. Ela foi ouro em Paris saltando 5,82 m – menos, portanto, do que a brasileira fez nesta sexta. Na capital francesa, a potiguar ficou na quinta posição.
“Passei recentemente por momentos difíceis na vida pessoal. É uma explosão de felicidade. Com essa marca, estamos mais próximos de conseguir ir para o Mundial”, disse Jardênia, ao site oficial do CPB.
“Vou lá buscar minha medalha. Sei que temos grandes chances. Temos feito mais de 6 metros nos treinos e sabemos que podemos mais”, completou a potiguar, que, apesar de também ser saltadora, foi medalhista paralímpica em Tóquio, nos 400 m, quando tinha apenas 17 anos.
Em outras provas desta sexta, dois atletas chegaram às marcas mínimas para o Mundial. Nos 100 m da classe T35 (paralisia cerebral), o paulista Henrique Caetano, que foi quarto em Paris, cravou 11s60, abaixo dos 11s63 apontados como critério. Também nos 100m, mas da classe T37 (paralisia cerebral, mas com grau de deficiência menor que a T35), o acreano Edson Cavalcante alcançou o índice ao fazer 11s15 – ele tinha de atingir, pelo menos, 11s20.
No Desafio Brasil anterior, no domingo passado (13), outros dois atletas já haviam atingido o índice A para Nova Déli. O maranhense Bartolomeu Chaves correu os 400 m da classe T37 em 50s16, 23 centésimos abaixo da marca necessária na prova da qual é o atual campeão mundial e medalhista de prata em Paris. Já a potiguar Clara Daniele concluiu os 100 m da classe T12 (baixa visão) em 11s81, batendo o índice que era de 12s05.
O último Mundial de Atletismo Paralímpico foi disputado em Kobe, no Japão, em 2024, meses antes da Paralimpíada de Paris. O Brasil ficou em segundo lugar no quadro de medalhas, com 19 ouros, 12 pratas e 11 bronzes, 42 pódios no total. Foi a campanha mais dourada do país no evento, superando a edição de Lyon, na França, em 2013.
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