Dourados
Dourados e a Taxa do Lixo: Quando a Confusão é Oficial
Manifestação de denunciante rebate com firmeza as justificativas apresentadas, expondo falhas na gestão, omissão na fiscalização e impactos ambientais ignorados.
Manifestação de denunciante rebate com firmeza as justificativas apresentadas, expondo falhas na gestão, omissão na fiscalização e impactos ambientais ignorados.
Publicado
11 meses atrásem

Por Josseles José da Silva
12/07/2025
Em Dourados, o lixo virou símbolo de algo maior: a inversão de responsabilidades. A população paga, os serviços não chegam, e quem denuncia é acusado de estar “confuso”. A Prefeitura Municipal, em resposta ao Ministério Público, tentou desqualificar a denúncia do professor Leonardo Pescinelli Martins, como se o problema fosse de interpretação, l e não de gestão.
Mas a denúncia não só foi clara como ganhou força em repercussão nacional. Em 25 de dezembro de 2023, o caso foi abordado no Programa Cidade Alerta da Record TV, no quadro Patrulha do Consumidor, apresentado por Celso Russomanno. Embora o exemplo apresentado tenha ocorrido em São Paulo, Russomanno foi enfático: o regramento jurídico é nacional, respaldado pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), e todos os brasileiros têm o direito de exigir a prestação integral dos serviços antes de qualquer cobrança compulsória.
Ou seja, não é só Dourados que está no radar, é o Brasil inteiro que pode e deve reagir.
A Prefeitura, por sua vez, apresentou um mapa com bairros atendidos pela coleta seletiva. Um gesto quase poético, se não fosse trágico. Porque o próprio documento admite que o serviço é parcial, limitado à “capacidade de processamento” da AGECOLD. E a tão prometida Usina de Tratamento de Resíduos (UTR)? Está em fase de “readequação orçamentária”. Em outras palavras: ainda no papel.
Enquanto isso, os resíduos recicláveis seguem para o aterro sanitário, o meio ambiente sofre, e a população paga. Paga por um serviço incompleto, por uma gestão que terceiriza responsabilidades e por justificativas que não resistem à realidade das ruas.
A manifestação do denunciante exige medidas concretas: auditoria nos contratos, suspensão da taxa, plano de compensação, e até um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Porque, em Dourados, o que está em jogo não é só o lixo, é o respeito ao cidadão.
E se há confusão, que seja resolvida com transparência. Porque o contribuinte não é confuso. Ele está cansado de ser tratado como se fosse.
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