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12 meses atrásem

Conforme o delegado, o conteúdo das conversas analisadas pelos investigadores indica que a jovem tinha conhecimento prévio do crime.
A namorada virtual do adolescente de 14 anos que confessou o assassinato dos pais e do irmão de 3 anos em Itaperuna, no Rio de Janeiro, foi apreendida pela polícia em Mato Grosso.
A jovem, de 15 anos, é suspeita de envolvimento no planejamento do crime e trocava mensagens com o garoto antes e depois das mortes.
A companheira virtual do adolescente foi localizada pela Polícia Civil no município de Água Boa, no estado de Mato Grosso. Ela foi ouvida pelas autoridades na última quinta-feira (26), na presença da mãe, de agentes especializados e do Conselho Tutelar.
De acordo com o delegado Carlos Augusto Guimarães, responsável pelas investigações na 143ª Delegacia de Polícia de Itaperuna, o conteúdo das conversas analisadas pelos investigadores indica que a jovem tinha conhecimento prévio do crime e manteve contato constante com o adolescente no período em que os assassinatos ocorreram.
Em depoimento, a menor de idade revelou que estava ciente do crime desde o início e que acompanhou os detalhes do assassinato quase em tempo real, por meio de mensagens trocadas no celular com o namorado.
Segundo fontes próximas à investigação, a namorada do adolescente demonstrou uma frieza incomum ao relatar os acontecimentos, tratando o triplo homicídio como se fosse parte de um jogo.
O relacionamento entre os dois era mantido de forma virtual, e as mensagens trocadas revelam que ela teria sabido com antecedência das intenções do namorado. As autoridades ainda investigam se a jovem teve algum tipo de influência direta sobre o garoto de 14 anos, que está internado provisoriamente por 45 dias no Centro de Socioeducação (Cense) de São Fidélis, conforme decisão da Justiça do Rio de Janeiro.
O crime chocou a cidade de Itaperuna, no Rio de Janeiro. A tragédia só veio à tona após a avó do adolescente procurar a delegacia para relatar o desaparecimento da família, que não era vista desde o dia 21 de junho.
Durante perícia na casa, a polícia encontrou manchas de sangue, roupas ensanguentadas e sinais de tentativa de queima de objetos. O forte odor vindo da cisterna levou os agentes aos corpos de Antônio Carlos Teixeira, de 45 anos (enfermeiro), Inaila Teixeira, de 37 (cabeleireira), e o filho caçula, de apenas 3 anos.
(Informações RIC)
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