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Vereador criticou falta de conhecimento da população antes de abrir espaço aos usuários do Consórcio
A audiência da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para ouvir os usuários do Consórcio Guaicurus começou com críticas ao público da sessão. Integrante da Comissão, vereador Maicon Nogueira (PP) disse que a população ‘não entende uma concessão’.
“O que mais me chama a atenção é a falta de conhecimento da população de como funciona esse regime de concessão. Não compreendem que o Consórcio é uma empresa que explora o serviço que deveria ser público”, apontou o vereador.
Participam da sessão com a população a relatora da CPI, Ana Portela (PL), e os membros: Maicon Nogueira (PP), Luiza Ribeiro (PT) e Coringa (MDB). O presidente da Comissão, Lívio Leite (União), acabou se atrasando e não participou do começo da audiência. LEIA – Sem resultados, CPI já gastou mais de R$ 100 mil e dispensou oitiva com dono do Consórcio
Então, nas apresentações iniciais, Maicon disse que existe falta de conhecimento da população. “As pessoas não sabem a diferença entre Legislativo e Executivo”, criticou novamente.
O vereador seguiu: “Infelizmente não temos uma população que recebeu no berço da sua educação noções básicas de como, quando e a quem cobrar. O que nós estamos fazendo aqui é colocar o dedo em uma ferida, que muitos não tiveram a coragem de colocar”, defendeu a CPI.
Um dos representantes do usuário, Vagner Douce do bairro Jardim Seminário, rebateu a fala de Maicon. “A população sabe distinguir”, se dirigiu ao vereador do PP.
“Por mais que seja uma concessão, é a administração pública que tem que colocar a cara a tapa e falar: vou resolver essa situação”, apontou o usuário do Consórcio.. A vereadora Luiza Ribeiro (PT), destacou que os participantes entram como testemunhas na CPI. “Desta vez, as pessoas que serão ouvidas pela CPI, só desta vez, não serão as que poderão ser julgadas pela CPI neste relatório que vamos apresentar, porque não são prestadores de serviço e nem responsáveis pelo serviço municipal de transporte”.
Assim, destacou que os depoimentos serão anexados como usuários do transporte. “Sua contribuição será lançada no nosso relatório como testemunha que usa o transporte público em Campo Grande”, disse.
Como serão usados os depoimentos?
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