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Botafogo e São Paulo fizeram um jogo bastante movimentado na noite desta quarta-feira no Engenhão, no Rio. Com golaços, atuação niveladas e intervenções do VAR, cariocas e paulistas ficaram no empate por 2 a 2 pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
A atuação no Rio foi positiva diante do vazio de ideias que foi o São Paulo em suas últimas apresentações. Obviamente, ainda há de se encontrar soluções que avancem para além da boa fase de Ferreirinha. As oscilações dentro do jogo foram impeditivas para o time conquistar um melhor resultado. Se mantivesse a postura ofensiva por mais tempo, o conjunto receberia mais elogios.
Com o resultado, os comandados de Luis Zubeldía acumulam quatro empates nos quatro jogos disputados até aqui no Brasileirão e permanecem na parte inferior da classificação. A equipe alvinegra chega ao quinto ponto e fica no meio da tabela. O São Paulo tem um clássico pela frente no Brasileirão. No próximo domingo, às 16h, a equipe tricolor recebe o Santos no MorumBis. No mesmo dia e horário, o Botafogo mede forças com o Atlético-MG, em Belo Horizonte.
O início do duelo entre Botafogo e São Paulo mostrou duas equipes em suas versões mais propositivas. No embalo da individualidade e boa pontaria, os times não custaram a tirar o zero do placar. Ferreirinha, em fase brilhante, colocou os visitantes em vantagem com uma linda finalização, buscando o ângulo esquerdo do goleiro botafoguense, aos 20. Quatro minutos depois, Savarino fez uma jogada muito semelhante, mas dessa vez a conclusão certeira partiu de fora da área para deixar tudo igual.
O jogo permaneceu com intensa movimentação de área a área, mas faltou às equipes se arriscar mais nas finalizações para fazer os goleiros trabalharem. Em momento de tensão do lado são-paulino, Calleri sentiu uma lesão no joelho e precisou ser substituído.
Nos minutos finais do primeiro tempo, a arbitragem protagonizou decisões polêmicas. Aos 46 minutos, Alan Franco dividiu lance com Cuiabano, que caiu. O árbitro capixaba marcou o pênalti. O VAR recomendou a revisão do lance, e o juiz anulou a penalidade
Aos 51, após cobrança de escanteio, André Silva cabeceou, a bola foi em direção a Matheus Alves, que em posição de impedimento fez um corta-luz para Ferraresi chutar e estufar a rede. O bandeirinha apontou a irregularidade, mas o VAR novamente orientou revisão. Dessa vez, o árbitro com o apoio do assistente manteve a decisão de campo.
As longas intervenções do VAR fizeram o primeiro se prolongar, e o São Paulo não desistiu de ir para o intervalo com a vantagem. Aos 58, Ferreirinha encontrou André Silva livre na área para marcar o segundo gol tricolor no Rio.
Na volta do intervalo, o Botafogo se mostrou decidido a ir para o ataque. A equipe carioca fez pressão e buscou na bola aérea se recolocar no jogo. Renato Paiva fez uma alteração que provocou a ira de torcedores que passaram a chamá-lo de “burro”. O português tirou Gregore de campo para dar vaga a Patrick de Paula.
O São Paulo tentou se equiparar em nível de intensidade, mas demonstrou algumas dificuldades. Rafael foi obrigado a fazer defesas milagrosas para livrar o São Paulo do gol de empate momentaneamente. No entanto, a pressão botafoguense surtiu efeito, mesmo que tardiamente. Aos 38, Igor Jesus cabeceou após cobrança de escanteio e igualou o placar.
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 2 X 2 SÃO PAULO
BOTAFOGO – John; Vitinho (Ponte), Jair, Alexander Barboza e Cuiabano; Gregore (Patrick de Paula), Marlon Freitas e Savarino; Artur (Jeffinho), Igor Jesus e Matheus Martins (Mastriani). Técnico: Renato Paiva.
SÃO PAULO – Rafael; Ferraresi (Rodriguinho), Arboleda e Alan Franco; Cédric, Alisson, Marcos Antônio, Matheus Alves (Luciano) e Wendell (Enzo Díaz); Ferreirinha (Lucas Ferreira) e Calleri (André Silva). Técnico: Luis Zubeldía.
GOLS – Ferreirinha, aos 20, Savarino, aos 24, André Silva, aos 58 minutos do 1º tempo; Igor Jesus, aos 38 minutos do 2º tempo.
CARTÕES AMARELOS: Matheus Alves, Rodriguinho, Arboleda e Ferreirinha.
ÁRBITRO – Davi de Oliveira Lacerda (ES).
RENDA – R$ 696.360,00.
PÚBLICO – 12.014 presentes.
LOCAL – Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio.
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