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Mãe arrependida manteve filha morta por meses dentro de casa em um caixão de vidro, e assim nasceu a lenda da loira do banheiro
João Ramos –
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O Dia das Bruxas (ou Halloween), como preferir, sempre traz à tona as mais diversas lendas e histórias de terror. Nos últimos dias, por conta da data, um dos contos horripilantes se destacou e disparou em números de pesquisas no Google Trends: a lenda da loira do banheiro.
São muitas as versões da origem dessa narrativa e, nesta quinta-feira (31), a Folha de São Paulo trouxe à luz. De acordo com o site, uma jovem chamada Maria Augusta de Oliveira Borges, filha do Visconde de Guaratinguetá, é a verdadeira responsável pela lenda da loira do banheiro.
A história conta que Maria Augusta se casou aos 14 anos com um homem chamado Dutra Rodrigues por ordem de sua família. No entanto, infeliz no casamento, a jovem se separou aos 18 anos, vendeu suas joias e foi viver do outro lado do Atlântico, em Paris.
Contudo, ainda vivendo na Europa, Maria morreu aos 26 anos sob suspeita de raiva humana – para a desolação de seus pais, que nunca se perdoaram pelo casamento imposto.
Após a morte, o corpo então foi levado de volta para sua cidade natal, Guaratinguetá (SP). Arrependida por ter imposto o casamento à filha tão jovem, a mãe de Maria Augusta então deixou os restos mortais da filha expostos em casa por meses, dentro de um caixão de vidro.
Durante o tempo em que a moça jazia na sala de casa, os funcionários da família passaram a relatar aparições de seu vulto. Além disso, os trabalhadores ainda ouviam o piano tocar sozinho e sentiam o perfume de rosas brancas de Maria Augusta.
Anos depois, o local onde ela ficou sendo velada por meses tornou-se a primeira escola da cidade de Guaratinguetá e assim nasceu a lenda de que aquela jovem de cabelos loiros assombrava o lugar.
Em entrevista à Folha de São Paulo, o historiador Diego Amaro diz que a lenda está ligada diretamente à história de Maria Augusta. “Todos os vestígios apontam para ela enquanto a loira do banheiro. O Vale do Paraíba era uma grande potência do café e a notícia da morte da filha do Visconde e do corpo preservado se espalhou“, afirma.
Segundo Amaro, a lenda teria sido espalhada aos alunos para desencorajá-los a passarem muito tempo nos banheiros, além de reprimir maus comportamentos das crianças.
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