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2 anos atrásem

A busca por oportunidades em um mercado de trabalho competitivo é a isca necessária para que muitos candidatos se tornem alvos para golpistas. No chamado ‘golpe do emprego’ , falsos recrutadores se aproveitam dessa vulnerabilidade para aplicar táticas enganosas, prejudicando os candidatos e comprometendo sua busca por trabalho.
Neste golpe, os candidatos recebem convites para entrevistas, alimentando a esperança de uma oportunidade de emprego. Ao chegarem ao local, são surpreendidos com a oferta de cursos como condição para garantir a vaga.
Foi o caso de Camila Monteiro, que denunciou seu caso em um grupo nas redes sociais e também para a reportagem do Jornal Midiamax.
Ela explica que buscava uma vaga de menor aprendiz para sua filha e encontrou o anúncio em um grupo de divulgação de vagas em uma rede social. Ligou e foi orientada que comparecesse em um endereço no centro de Campo Grande, com a filha e documentos pessoais.
“Na verdade eles não chamam você para ofertar uma vaga, mas sim, para a venda de um curso, com a promessa de no futuro o candidato alcançar uma vaga no mercado de trabalho”, contou.
Segundo ela, o curso ofertado custava R$ 150 reais de matrícula, além de mensalidades de R$ 150 enquanto durasse o curso. No momento da apresentação da proposta, a denunciante afirmou que não tinha interesse no curso.
“No mesmo instante, a atendente amassou o papel que ela preenchia com as respostas da minha filha, o que a impactou, mas consegui depois tranquilizar ela”, afirmou.
A abordagem de amassar o papel com os dados do cliente, como sinal de desagravo, parece ser um método da empresa. Segundo a denunciante, amigas de sua filha afirmaram que passaram pela mesma situação. Nas redes sociais, diversas outras pessoas confirmam o relato.
Na hora da entrevista, a tática do ‘recrutador’ consiste em um discurso de que o curso seria essencial para a vaga, criando uma venda casada disfarçada. O candidato, ansioso por emprego, acaba pagando pelo curso, na esperança de assegurar a posição.
Nestas situações, além do prejuízo financeiro, os candidatos perdem tempo e energia. Algumas vezes, os cursos não possuem sequer relação com a vaga prometida.
Diante do alerta, o Jornal Midiamax consultou o advogado Gabriel Cassiano, que recomenda que os candidatos sempre pesquisem a idoneidade da empresa e do recrutador, mesmo antes da entrevista. Além disso, deve desconfiar de qualquer exigência de pagamento para garantir a vaga.
“Sempre consulte a empresa, seu histórico, se a pessoa que entrou em contato realmente trabalha nela. Aproveite as redes sociais para isso também, verificar a idoneidade da empresa, anotar os contatos, ligar ou mandar mensagem para confirmar a veracidade da vaga, pois infelizmente, diante de tantos golpes existentes, temos que ser precavidos”.
Para ele, tanto em vagas de emprego, como diante de publicidades, de modo geral, as pessoas devem ter cuidados e precauções para não serem enganados.
“Acho que temos que ter um comportamento padrão, de sempre desconfiar de ofertas muito favoráveis, de vagas muito boas, de informações que sejam muito diferentes do habitual, desconfiar de salários mais altos do que o previsto na categoria, de benefícios além dos normalmente oferecidos,
A prática de induzir o consumidor a adquirir um curso, quando na verdade a oferta era de uma vaga de emprego, pode ser enquadrada no artigo 171 do Código Penal Brasileiro, de estelionato, que consiste em obter vantagem ilegal para si ou para outrem, utilizando fraude, engano ou induzindo a vítima ao erro.
Já a obrigação de um candidato a adquiri um curso, condicionando esta aquisição à obtenção do emprego prometido, pode configurar venda casada, que é ilegal e configura operação fraudulenta, prevista no artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor.
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