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A aplicação de inseticidas nas ruas é uma medida adicional para o combate ao Aedes aegypti já adulto
Se a sua cidade ou bairro compõe uma das regiões com maior índice de casos de dengue, é provável que você já tenha visto ou ouvido o barulho de um carro passando na rua e soltando uma “fumaça”. Esse é o famoso “carro do fumacê“, utilizado no combate à dengue.Playvolume
O fumacê é um inseticida dissipado no ar para matar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, já adulto. Ou seja, é uma medida adicional no combate contra a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, até o início de abril deste ano, foram distribuídos 183,9 mil litros da substância aos estados para aplicação nas cidades.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, explica que o fumacê não é o meio ideal de combate ao Aedes, mas, sim, é uma forma complementar de prevenir a picada do mosquito.
“Quando usamos o fumacê, quer dizer que a estratégia de prevenção não foi suficiente porque a gente está combatendo o mosquito adulto. Temos de focar no uso de larvicidas para não deixar o mosquito nascer. É importante que o município faça isso com o apoio dos agentes de combate a endemias entrando na casa das pessoas, fazendo uma ação focalizada”, orienta, em comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizado na segunda-feira (29), o Brasil já chegou aos 4 milhões de casos de dengue em 2024. Até o momento, já foram contabilizadas 1.888 mortes pela doença. Outros 2.345 óbitos são investigados.
De acordo com o Ministério da Saúde, o fumacê é um inseticida que combina duas moléculas: a praletrina e a imidacloprida. Ele funciona como uma aplicação espacial a ultrabaixo volume (UBV) a frio, e, por isso, não há a formação de nuvem de fumaça por não haver a queima de óleo mineral no momento da aplicação.
O fumacê pode ser aplicado por equipamento costal motorizado (portátil) ou através de equipamento veicular, como um carro. O produto causa uma excitação no sistema nervoso dos mosquitos que, ao entrar em contato com o inseticida, morrem.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, todos os inseticidas adquiridos pela pasta — incluindo o fumacê — possuem indicação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, por isso, são considerados seguros para humanos.
Além disso, eles têm por base normas técnicas e operacionais de um grupo de especialistas em praguicidas que preconiza os princípios ativos e recomenda as doses para vários tipos de tratamentos.
O produto tem apenas efeito espacial sobre os mosquitos que estejam voando os desalojados de seus refúgios e que são atingidos pelas gotas. O inseticida fica presente no ambiente por, aproximadamente, 30 minutos, a depender das condições climáticas no momento da aplicação.
Sim, o fumacê é eficaz, mas, de acordo com o Ministério da Saúde, sua aplicação deve ser uma estratégia usada somente em situações excepcionais, como surtos ou epidemias de dengue. “Essa ação integra o conjunto de atividades emergenciais adotadas nessas situações e seu uso deve ser concomitante com todas as demais ações de controle ou quando o controle preventivo não for suficiente”, afirma comunicado publicado pela pasta.
Uma dica importante para maior efetividade do inseticida é manter as portas e janelas da residência abertas quando o fumacê estiver passando na rua, para facilitar a entrada de gotículas no domicílio.
“Para se obter maior sucesso com essa ação, as gotículas de inseticidas geradas pelo equipamento devem penetrar no interior dos quintais e das casas, nos locais onde os mosquitos são encontrados”, afirma a pasta. (CNN)
H. Eduardo Pessoa é Jornalista com DRT e Desenvolvedor Front-End de diversos Portais de Notícias como este, destinados à Empreendedores, Jornalistas e Pequenas e Médias Empresas. Experiência de mais de 12 mil notícias publicadas e nota máxima de satisfação no Google e Facebook, com mais de 100 avaliações de clientes. Faça seu Portal conosco.



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