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Os Estados Unidos (EUA) informaram que removerão as tarifas sobre alguns alimentos e outras importações da Argentina, do Equador, da Guatemala e de El Salvador, conforme acordos-quadro que darão às empresas norte-americanas maior acesso a esses mercados.
Espera-se que os acordos ajudem a reduzir os preços do café, das bananas e de outros alimentos, disse uma autoridade de alto escalão do governo Trump à imprensa, acrescentando que o governo espera que os varejistas norte-americanos repassem os efeitos positivos aos consumidores.
Os acordos-quadro com a maioria dos quatro países devem ser finalizados nas duas próximas semanas, disse a autoridade, com acordos adicionais vistos como possíveis antes do final do ano.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou, na quarta-feira (12), que os EUA planejavam alguns anúncios “substanciais” nos próximos dias que levariam à redução dos preços do café, bananas e de outras frutas, como parte de um esforço do governo para reduzir o custo de vida dos norte-americanos.
O presidente Donald Trump tem se concentrado intensamente na questão da acessibilidade econômica, após uma série de derrotas para os candidatos republicanos nas eleições da semana passada, insistindo que quaisquer custos maiores foram desencadeados por políticas promulgadas pelo ex-presidente Joe Biden, e não por suas próprias tarifas abrangentes.
As vitórias democratas em Nova Jersey, Nova York e Virgínia, impulsionadas em parte por preocupações com o custo de vida, revelaram a preocupação dos eleitores com os preços altos que, segundo os economistas, foram alimentados em parte pelas tarifas de importação impostas por Trump a quase todos os países.
As autoridades dos EUA estão tendo conversas “bastante construtivas” com outros países da América Central e do Sul e poderiam concluir mais acordos comerciais antes do final do ano, disse a autoridade, acrescentando que as negociações comerciais com a Suíça e Taiwan, nessa quinta-feira (13), também foram bastante positivas.
Os acordos-quadro anunciados nessa quinta-feira manteriam as tarifas de 10% sobre a maioria dos produtos de El Salvador, da Guatemala e Argentina, onde os EUA tinham modestos superávits comerciais, e 15% para as importações do Equador, onde o país tinha déficit comercial.
Mas eles resultarão na remoção das tarifas norte-americanas sobre vários itens que não são cultivados, extraídos ou produzidos nos Estados Unidos, disse a autoridade, citando como exemplos a banana e o café do Equador.
Os acordos, semelhantes aos anunciados com países asiáticos em outubro, incluíram compromissos de não cobrar impostos sobre serviços digitais de empresas norte-americanas, juntamente com a remoção de tarifas sobre produtos agrícolas e industriais dos EUA, disse a autoridade.
“Com todos esses acordos, os da Ásia e os que estamos anunciando hoje, mantemos as tarifas, concedemos algum alívio tarifário sobre determinados produtos ou mercadorias, mas, ao mesmo tempo, abrimos os mercados estrangeiros de uma forma que eles não estavam abertos antes”, disse a autoridade.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou que a estrutura do acordo “criaria as condições” para impulsionar os investimentos dos EUA na Argentina, agradecendo ao presidente Javier Milei por sua “convicção” em relação ao acordo.
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