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As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira muito próximas da estabilidade, apesar dos avanços firmes do dólar ante o real e dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com os agentes no Brasil mantendo posições antes da reunião do Copom e da entrada em vigor da tarifa de 50% dos Estados Unidos.
No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 14,215%, ante o ajuste de 14,232% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,575%, ante o ajuste de 13,594%.
Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,78%, ante 13,797% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,91%, ante 13,92%.
O acordo comercial fechado por Estados Unidos e União Europeia no fim de semana, prevendo uma tarifa de 15% sobre os produtos europeus, deu força ao dólar ante as demais divisas, incluindo o real.
Além do dólar, os rendimentos dos Treasuries avançaram na esteira do acordo, com a percepção de que a economia dos EUA não será tão afetada pela guerra comercial, o que reduz o espaço para juros mais baixos. Os EUA já fecharam acordos com UE, Reino Unido, Japão, Indonésia e Vietnã.
Apesar do avanço do dólar e dos yields, as taxas dos DIs foram perdendo força ao longo da manhã no Brasil e, durante a tarde, se mantiveram próximas dos ajustes da sexta-feira.
Operador de um banco de investimentos afirmou à Reuters que a expectativa antes do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decide na quarta-feira sobre a taxa básica Selic, deixou o mercado “parado”, sem grandes mudanças de posições.
Além disso, a expectativa antes do início da cobrança pelos Estados Unidos de tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, no dia 1º de agosto, ajudava a travar as mudanças de posições, pelo menos na renda fixa. A segunda-feira foi mais um dia sem novidades sobre uma possível negociação comercial entre Brasil e EUA.
Perto do fechamento, a curva brasileira precificava em 98% a probabilidade de manutenção da Selic em 15% no encontro do Copom.
Na sexta-feira — atualização mais recente — a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 96,11% de chances de manutenção da Selic, contra 2,85% de probabilidade de nova alta de 25 pontos-base.
No boletim Focus divulgado pela manhã, a mediana das projeções dos economistas aponta para manutenção da Selic em 15% até o fim do ano. A projeção de inflação em 2025 foi de 5,10% para 5,09% e em 2026 passou de 4,45% para 4,44%. A projeção no Focus para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) seguiu em 2,23% para 2025 e foi de 1,88% para 1,89% em 2026.
No exterior, às 16h46, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 3 pontos-base, a 4,416%.
H. Eduardo Pessoa é Jornalista com DRT e Desenvolvedor Front-End de diversos Portais de Notícias como este, destinados à Empreendedores, Jornalistas e Pequenas e Médias Empresas. Experiência de mais de 12 mil notícias publicadas e nota máxima de satisfação no Google e Facebook, com mais de 100 avaliações de clientes. Faça seu Portal conosco.



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