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A banda Black Sabbath, pioneira do heavy metal, fez a adolescência de muitos fãs de rock, espalhados pelo mundo todo. Em Campo Grande, inclusive, há muitos deles. Os admiradores da banda se encontram de luto pela morte de um dos seus fundadores, Ozzy Osbourne, noticiada nesta terça-feira (22).
A maquiadora Juliana Lima é uma das fãs que teve o primeiro contato com a banda na adolescência. A campo-grandense sempre teve o gosto musical voltado ao rock, e quando descobriu a existência do Black Sabbath, logo se tornou fã.
“Quando ouvi Black Sabbath pela primeira vez, aquilo me pegou de um jeito diferente. A forma como eles se vestiam, como se apresentavam, como produziam as músicas… tudo me chamava atenção. O vocal do Ozzy tinha uma força única, e mesmo com o tempo, esse impacto continuava”, conta.
Apesar de nunca ter conseguido ir a um show da banda, Juliana ressalta que isso não diminuiu a sua admiração. Aliás, nunca concordou com a visão distorcida que muitos tinham de Ozzy Osbourne, devido ao estilo gótico e marcante.
“Mesmo depois da saída dele da banda, continuei acompanhando os trabalhos solos. Sempre admirei o artista que ele era, a entrega dele no palco, a autenticidade. Nunca gostei daquela visão distorcida que algumas pessoas tinham, associando ele a algo ‘do mal’”, defende.
“Quem gosta de rock sabe que isso faz parte do personagem, do visual, da provocação artística que sempre existiu nesse estilo. Com o tempo, fui entendendo mais da trajetória dele, do quanto ele influenciou gerações”, completou a maquiadora.
João Victor Schmitt Machado, 23 anos, conheceu inicialmente a carreira solo de Ozzy, por indicação de uma colega de escola, quando cursavam o sexto ano. A música em questão é a ‘Goodbye to Romance’, sendo até hoje uma de suas favoritas.
Uma breve pesquisa sobre o cantor, no YouTube, levou João a conhecer o Black Sabbath. Segundo ele, a banda é incomparável e sempre será insuperável no mundo do rock.
“Não tem como não gostar, é bom demais. Virei fã instantaneamente de Black Sabbath, é aquele tipo de som que você ouve e começa a bater a cabeça de forma involuntária, fica batendo o dedo na cadeira no ritmo ou cantando sozinho. Nunca vai existir nenhuma outra voz que se compare à do Ozzy”, ressalta.
Atualmente, João Victor é baixista, fruto de sua admiração pela banda na adolescência. “Tenho uma influência muito grande do Geezer Butler, do Black Sabbath”, conta. “Não ser fã de Black Sabbath quando se gosta de rock é impossível. A meu ver, beira o desrespeito, não tem jeito”, afirma.
Uma das histórias que mais gosta sobre Osbourne é o relato contado por um dos membros da banda Motley Crue. “Eles estavam na área de piscina de um resort e encontraram lá o Ozzy. Estranharam que ele estava de quatro fazendo alguma coisa no chão. Quando chegaram perto, ele só tava com um canudo cheirando uma fileira de formigas”, conta. O caso diverte mais o campo-grandense do que o fato do cantor ter mordido um morcego no palco.
“Que descanse em paz, nosso querido Príncipe da Escuridão! Espero encontrá-lo algum momento, enquanto cuida dos seus queridos morcegos”, afirma.
O aposentado, Matheus Veiga, conta que a vontade de pesquisar mais sobre o Black Sabbath surgiu quando soube que Ozzy Osbourne havia mordido um morcego durante um show. O fato lhe despertou curiosidade e resolveu entender mais do viés da banda.
“Ali foi quando comecei a ficar mais curioso para saber de rock. ‘Que loucura que era essa?’ e, porque ele fez isso. Aí foi quando eu descobri nosso querido Black Sabbath”, conta.
Com uma mãe muito religiosa, Matheus conta que precisava esconder sua predileção pelo rock. Suas revistas e pôsteres eram mantidos em segredo da família.
“Sempre foi muito contra do rock. E sempre eu tinha revistinha, pôster, que tinha que estar escondido da minha mãe para ela não ver. Imagina só, sua mãe vai abrir ali um pôster de um cara todo com cara de Senhor das Trevas?”, conta.
Na época, o campo-grandense escutava as músicas no seu MP3, e lembra que sempre tinha uma do Ozzy na lista. “Tinha que ficar se matando para escolher músicas boas para deixar no mp3, e sempre tinha Ozzy, não tinha jeito. Era mais Ozzy do que Black Sabbath”, conta.
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