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IOF: Moraes suspende decretos de Lula e Congresso, convocando Poderes para conciliação

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No dia 25 de junho, por 383 votos a 98, o plenário da Câmara derrubou os decretos do novo IOF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de , relator de duas ações que buscam medir a constitucionalidade da derrubada dos decretos que aumentaram as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), decidiu nesta sexta-feira, 04/07, sustar os decretos do e do Congresso, anulando as movimentações em torno do imposto e convocando os Poderes para conciliação.

Moraes considerou o embate recente entre o Planalto e os parlamentares um episódio “indesejável”. Para o ministro, a ‘guerra’ de força política não se sustenta na Constituição e contraria os princípios de harmonia que precisam sustentar as relações entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Derrota no Congresso

No dia 25 de junho, por 383 votos a 98, o plenário da Câmara derrubou os decretos do novo IOF. Sessão ocorreu de forma semipresencial, em meio a uma semana esvaziada no Congresso com o rescaldo das festas de São João. Em seguida, o texto foi para o Senado, onde obteve aprovação.

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Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), houve um “descumprimento do acordo fechado”. 

A pedido do chefe de Estado, a Advocacia-Geral da União protocolou uma ação junto ao STF, buscando reverter a derrubada do decreto elaborado pelo governo federal que aumentou as alíquotas do IOF.

Outra ação que buscava reconhecer a inconstitucionalidade dos atos do Congresso foi levada ao Supremo pelo PSOL. Ambas as ações acabaram caindo na relatoria de .

Papel do Supremo

Havia uma tensão sobre a maneira como o Supremo atuaria na pauta. O deputado sul-mato-grossense Luiz Ovando (PL) chegou a afirmar que seria pouco provável esperar sensatez do colegiado ministerial, em especial pelas ações estarem sob a análise de Moraes. Para Ovando, existe um conluio entre o Planalto e o STF, que enfraquece o Governo e tenta descredibilizar as ações do legislativo.

O presidente da Corte, ministro Luis Roberto Barroso, chegou a mencionar que diante da divergência entre o Executivo e o Legislativo, caberia ao Supremo a missão de decidir o impasse sobre o IOF.

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Estão intimadas a participar as presidências da República, do Senado e da Câmara dos Deputados, a PGR (Procuradoria-Geral da República), a AGU (Advocacia-Geral da União) e os autores das ações que contestavam os decretos.

O encontro que pode resgatar a paz entre o governo do presidente Lula (PT) e o Congresso comandado por Davi Alcolumbre (União-AP), acontecerá em uma reunião de conciliação na sala de audiências do STF, no próximo dia 15 de julho às 15h (em ).

“Verifica-se que tanto os decretos presidenciais, por séria e fundada dúvida sobre eventual, desvio de finalidade para sua edição, quanto o decreto legislativo, por incidir em decreto autônomo presidencial, aparentam distanciar-se dos pressupostos constitucionais exigidos para ambos os gêneros normativos”, escreveu o ministro na decisão.

*Com informações do UOL

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