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Um levantamento da Rede Nossa São Paulo aponta que a Sé é o distrito mais violento da capital paulista para os jovens. Dos 96 distritos avaliados, a Sé registrou aumento de 280% na taxa de homicídio juvenil em uma década – calculado com base em pessoas com idade entre 15 e 29 anos. O índice é oito vezes superior à média do município.
No período de 2010 a 2020, o total de óbitos no distrito subiu de 58,3 para 163,3 para cada 100 mil pessoas. Enquanto isso, a média dos demais distritos foi de 20,2 mortes para cada 100 mil habitantes.
A Sé também é o distrito com pior indicador de homicídios, 26,2 para cada 100 mil residentes. Os dados são do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM), vinculado à Coordenação de Epidemiologia e Informação, da Secretaria Municipal da Saúde.
Juntamente com a Sé, compõem a lista dos distritos com maior taxa de homicídio juvenil: Marsilac (162,6), Brás (130), Barra Funda (78,7) e São Miguel (50,3).
Essa edição do Mapa da Desigualdade, divulgado nessa quarta-feira (30), também mostra que 28 distritos não registraram nenhum caso desse tipo de crime em 2020, sendo vários deles pertencentes à região centro-sul da capital e de classes média e alta, como Pinheiros, Jardim Paulista e Vila Mariana.
Em relação às ocorrências de feminicídio, o distrito com pior resultado foi o da Barra Funda, com 18,65 casos para cada 10 mil mulheres residentes, com idade entre 20 e 59 anos. Além disso, os pesquisadores apuraram que 72 distritos não registraram casos.
A violência de gênero aparece, ainda, em outro recorte. Os especialistas da Rede Nossa São Paulo procuraram saber qual a distância média que as mulheres vítimas de agressões têm de percorrer para chegar a uma delegacia para prestar queixa ou pedir uma medida protetiva que impeça que os agressores se aproximem.
No caso do distrito de Pari, a distância é, em média, de 1,2 km, a menor verificada. Já as moradoras do Tremembé precisam enfrentar distância de 22,2 km.
Dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, lançado pelo Ministério das Mulheres apontam que, em 2024, foram registrados 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos (com a intenção de matar) de mulheres e lesões corporais seguidas de morte.
A 10ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, feita pelo Instituto DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), e divulgada em 2023, indicou que três a cada dez brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. Uma parcela de 36% declarou que, se testemunhasse um ato de violência contra uma mulher, denunciaria o agressor somente se não corresse risco e 33% das entrevistadas disseram que prestariam queixa formal apenas se a agressão fosse grave.
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