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Lobista investigado por intermediar venda de sentença em MS avalia fazer delação

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Um mês após ser transferido de um presídio de para um federal em , o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves avalia a possibilidade de firmar acordo de colaboração premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Ele é investigado acusado de intermediar venda de decisões no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e em tribunais estaduais como em MT e MS. O empresário foi preso em novembro do ano passado por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Cristiano Zanin, em operação desdobramento da Ultima Ratio, que afastou cinco desembargadores no — um deles, Sérgio Fernandes Martins, voltou para as funções em dezembro.

Recentemente, o Jornal Midiamax mostrou que Andreson reclamou de estarem ‘forçando’ uma delação. Agora, após a transferência, a defesa de Andreson compara a situação com métodos da Lava Jato e diz que a mudança seria uma forma de ‘tortura’ para tentar obter delação premiada.

Agora, o empresário estaria disposto a tentar um acordo, conforme informações obtidas pela Folha de S. Paulo através de uma pessoa ligada às investigações.

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Já a PGR não comenta “supostos acordos de colaboração” porque “esses procedimentos são, por natureza, sigilosos”. O de Andreson afirma que só se manifesta nos autos, que estão em sigilo.

Leia também – De falso policial a dono de mansões e resort: quem é o lobista preso que vendia sentenças em MS

Operação que prendeu lobista é desdobramento de ação em MS

A operação Sisamnes é desdobramento da Operação Ultima Ratio, que afastou cinco desembargadores de MS por suspeita de venda de sentenças.

Equipes cumpriram mandados nas casas dos desembargadores do MT, Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho. Os dois já estavam afastados desde agosto por decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Foram afastados dos cargos: Sérgio Fernandes Martins — que foi autorizado a voltar às funções desde 10 de dezembro —, além dos desembargadores Vladmir Abreu, Sideni Pimentel, Alexandre Aguiar Bastos e Marcos José de Brito Rodrigues. Além deles, o ministro também determinou afastamento do conselheiro Osmar Jeronymo, do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de MS).

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Dessa forma, Andreson é apontado como intermediador de venda de sentenças. Relatório da investigação da PF mostrou laços que o lobista mantinha com o advogado Felix Jayme Nunes da Cunha, também investigado.

Em nota, a PF diz que investiga também “negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais”.

Conforme as investigações, Andreson tinha acesso privilegiado a decisões antecipadas de ministros do STJ. Assim, vendia sua influência para garantir decisões favoráveis a advogados.

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Em uma das conversas interceptadas entre Andreson e Félix, a investigação flagrou suposta negociação de decisão no STJ: “Mais (sic) falo que a pessoa só tinha 290 mil para pagar. Isso aqui é café”.

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Dessa forma, a PF conclui que “Salvo melhor juízo, as frases proferidas levam a crer que ANDRESON estaria insinuando que a quantia de R$ 290.000,00 seria considerada irrisória para o pagamento de propina”, segundo trecho do documento.

Despacho assinado pelo ministro do STJ, Francisco Falcão, baseado nas investigações da PF, indica que Felix recebeu, em 2017, R$ 1,1 milhão da empresa Florais Transporte, cujo proprietário é Andreson de Oliveira Gonçalves.

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