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Andreson de Oliveira Gonçalves aguarda decisão do STF sobre pedido de transferência de presídio
Preso desde novembro de 2024 em um estabelecimento penal de Cuiabá, no Mato Grosso, o advogado – e empresário – Andreson de Oliveira Gonçalves, de 45 anos, conseguiu autorização para ter uma dieta especial.
Andreson Gonçalves foi preso pela PF (Polícia Federal) no dia 26 de novembro, no MT. Ele é apontado como intermediador (lobista) de venda de sentenças em diversos tribunais pelo país e é investigado por crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
Conforme alegado pela defesa do advogado, Andresomn é bariátrico e necessita de alimentação especial. Então, a Justiça do MT autorizou o fornecimento de comida especial como carne assada, salame, biscoito recheado, barras de cereais, isotônicos, achocolatado em pó, leite em pó, atum ou sardinha em lata, amendoim torrado ou castanhas, torradas, frutas secas, chocolate, geleias, mel, grão de bico, arroz batido, feijão amassado e água mineral.
Enquanto isso, o lobista aguarda decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre pedido de transferência de presídio.
A defesa de Andreson alega que o advogado chegou a ter crises dentro do presídio por conta da falta de alimentação adequada.
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Conforme fontes próximas a Andreson, ele teria perdido 27kg desde que foi preso e estaria se sentindo ameaçado.
Assim, advogados e familiares do lobista estariam preocupados com a integridade de Andreson, já que ele possui informações envolvendo muitas pessoas influentes. Devido a esse temor, ele teria preparado um dossiê, que já estaria com família e advogados como medida de segurança.
A operação Sisamnes é desdobramento da Operação Ultima Ratio, que afastou cinco desembargadores de MS por suspeita de venda de sentenças.
Equipes cumpriram mandados nas casas dos desembargadores do MT, Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho. Os dois já estavam afastados desde agosto por decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Foram afastados dos cargos: Sérgio Fernandes Martins – que foi autorizado a voltar às funções desde 10 de dezembro -, além dos desembargadores Vladmir Abreu, Sideni Pimentel, Alexandre Aguiar Bastos e Marcos José de Brito Rodrigues. Além deles, o ministro também determinou afastamento do conselheiro Osmar Jeronymo, do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de MS).
Dessa forma, Andreson é apontado como intermediador de venda de sentenças. Relatório da investigação da PF mostrou laços que o lobista mantinha com o advogado Felix Jayme Nunes da Cunha, também investigado.
Em nota, a PF diz que investiga também “negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais”.
Conforme as investigações, Andreson tinha acesso privilegiado a decisões antecipadas de ministros do STJ. Assim, vendia sua influência para garantir decisões favoráveis a advogados.
Leia também – De falso policial a dono de mansões e resort: quem é o lobista preso que vendia sentenças em MS
Em uma das conversas interceptadas entre Andreson e Félix, a investigação flagrou suposta negociação de decisão no STJ: “Mais (sic) falo que a pessoa só tinha 290 mil para pagar. Isso aqui é café”.
Dessa forma, a PF conclui que “Salvo melhor juízo, as frases proferidas levam a crer que ANDRESON estaria insinuando que a quantia de R$ 290.000,00 seria considerada irrisória para o pagamento de propina“, segundo trecho do documento.
Despacho assinado pelo ministro do STJ, Francisco Falcão, baseado nas investigações da PF, indica que Felix recebeu, em 2017, R$ 1,1 milhão da empresa Florais Transporte, cujo proprietário é Andreson de Oliveira Gonçalves.
A principal ligação do lobista Andreson Gonçalves é o advogado Roberto Zampieri, executado com 10 tiros em frente ao próprio escritório, em dezembro de 2023.
As investigações encontraram áudios de Anderson no celular de Zampieri. Nas gravações, constam que haveria cobranças de pagamentos em aberto ao advogado. Assim, um notebook foi levado pelos agentes.
A investigação policial sobre a execução de Zampieri foi concluída em julho deste ano e resultou no indiciamento de um fazendeiro como o mandante do crime.
De acordo com o divulgado pela Polícia Civil do MT, o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo seria o mandante do crime. Isso porque a polícia conseguiu ligar Aníbal com um intermediário do crime, o coronel do Exército Luiz Cacadini e o vínculo do coronel com os atiradores, que haviam sido indiciados em fevereiro.
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