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Ministra brasileira Cida Gonçalves, na reunião técnica do GT de Empoderamento de Mulheres do G20, fez fala contundente sobre direitos de meninas e mulheres e pediu colaboração entre os países por um consenso histórico
“Não é possível que as mulheres, sendo a maioria da população do mundo, não sejam reconhecidas, não sejam respeitadas e não sejam incluídas nas principais pautas globais. Nós sabemos que desenvolvimento e a economia aqui são as principais pautas e é aqui que nós queremos estar e vamos lutar”, afirmou a ministra das Mulheres do Brasil, Cida Gonçalves.
“E por isso este Grupo do Trabalho é tão importante e tão fundamental, porque significa dizer que as decisões da Cúpula dos nossos países, a partir da nossa declaração, vão incluir as mulheres nestes processos”, disse a ministra, na abertura da última reunião técnica do Grupo de Trabalho (GT) de Empoderamento de Mulheres nesta terça-feira (8/10), em Brasília. A reunião técnica segue pra um evento paralelo sobre a interseccionalidade da questão de gênero nas demais pautas do fórum.
A ministra ainda tratou sobre as questões que permeiam a violência política de gênero, citando o cenário eleitoral brasileiro neste ano, em que muitas candidatas foram ameaçadas e sofreram ataques de cunho misógino como tentativas de descredibilização de suas candidaturas. Ataques morais e injúrias de caráter sexual foram práticas recorrentes.
Na esteira do que resulta deste cenário e do pouco incentivo social à participação de mulheres em espaços de poder, Cida também tratou do baixo número de mulheres eleitas no primeiro turno nacional (cerca de 85% dos prefeitos eleitos foram homens), um cenário que não destoa do contexto internacional.
Na história do G20, o fórum nunca foi presidido por uma mulher. “Nós não estamos nos lugares dos poderes, não estamos nos espaços de políticas públicas, porque o ódio contra as mulheres tem sido muito forte no mundo. E aqui eu falo não só os espaços de poder como a Presidência da República, mas também de liderança nas comunidades, como os territórios indígenas e/ou quilombolas”, declarou a ministra. O combate às violências contra meninas e mulheres é um dos eixos prioritários do GT.
Cida Gonçalves pediu a colaboração entre os países rumo a um consenso que permita ao grupo sua primeira declaração da história, lembrando que “garantir o respeito a todas as mulheres é garantir a dignidade humana”, e também recordou o papel das mulheres na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
A iniciativa brasileira no G20 também é aberta a demais países que não constituem o fórum mas buscam contribuir e acessar recursos e conhecimentos para a implementação de políticas públicas e tecnologias sociais comprovadamente eficazes na redução da fome e da pobreza no mundo. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que 70% da população mundial que passa fome é feminina.
O GT de Mulheres foi anunciado durante a presidência indiana (2023) do G20 e se reúne pela primeira vez aqui no Brasil. Assim, um audiovisual foi produzido, remontando a história da incorporação das pautas das mulheres no fórum até a criação do Grupo e as reuniões na capital federal brasileira.
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